A Escola Municipal Luiz Gonzaga Jr., localizada na periferia de Belo Horizonte (MG), inaugurou recentemente sua própria emissora de rádio, cujos programas são criados, produzidos e apresentados pelos estudantes. O projeto da rádio-escola começou em 1999, em uma parceria com o Carretel de Invenções. Alguns professores passaram por um curso de capacitação e começaram a usar os programas em sala de aula, didaticamente. Posteriormente, um grupo de 14 alunos e 5 pais voluntários também fizeram a capacitação com os produtores do Carretel para aprender a manusear os equipamentos e colocar um programa de rádio no ar.
No ano passado o projeto ficou parado por falta de verba e, em 2001, foi retomado. Com o dinheiro de um prêmio que recebeu, a escola comprou equipamentos (caixas de som, mesa de som, gravadores e microfones) que permitissem aos estudantes compor a rádio-escola. "Nossa intenção é transmitir dois programas semanais de 15 minutos, que irão ao ar nos três turnos em que a escola funciona. Mais para frente pretendemos fazer programas ao vivo", arrisca a diretora Tânia Edvânia Pinto da Silva. Por enquanto, a rádio-escola, cujo alcance está limitado aos 1500 alunos do colégio, funciona em caráter experimental e os estudantes que produzem esses programas iniciais serão agentes capacitadores de novas turmas.
No mês passado, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, em parceria com o Núcleo de Comunicação e Educação, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, lançou o Programa Educom - Educomunicadores pelas Ondas do Rádio. Até 2004, o projeto pretende formar 9,1 mil educadores nas 450 escolas (442 de ensino fundamental e 8 de ensino médio) da rede municipal. O objetivo é tornar os estudantes protagonistas de ações educativas. "Para isso, cada escola estará recebendo os equipamentos necessários para produção de programas de rádio. As transmissões serão restritas ao prédio. O estúdio é compacto e móvel, podendo ser facilmente levado para as salas de aula", explica Dirce Gomes, coordenadora do projeto.
Radialistas profissionais também participarão de oficinas para levar até os professores e alunos suas experiências na área. "Escolhemos o rádio porque é um veículo que trabalha a oralidade dos estudantes, permite criar coletivamente e, além disso, é um mecanismo acessível à nossa realidade. Mais para frente vamos acoplar a informática, com o uso da internet", planeja Dirce.
Fonte:http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao/outubro01/capa.htm#1
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