terça-feira, 11 de setembro de 2007

Alguns questionamentos que podem ser realizados com seus alunos:

1 – Quais os tipos de textos, vídeos, músicas e sons podemos utilizar na produção de nossos trabalhos?

2 – Como podemos conseguir autorização para executar uma música comercial?

3 – Atualmente nosso Ministro da Cultura, Gilberto Gil, licenciou uma música sua entitulada Oslodum sob a lei Creative Commons. Confira no site: http://creativecommons.org/wired/ Você pode saber mais sobre esta lei no site http://creativecommons.org/licenses/GPL/2.0/ O que você acha desse tipo de licença para músicas?

4 – Recentemente na novela Celebridades o personagem Ubaldo Quintela (Gracindo Júnior) após 30 anos processou Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) por ter se apropriado da música "Musa de Verão" de sua autoria. Pesquise na Internet sobre casos reais e famosos de processos envolvendo direitos autorais.


Direitos Autorais

Quando um professor pede uma pesquisa ou trabalho aos seus alunos , estes em "alguns casos", pensam:

- É só copiar conteúdo de algum livro, revista ou site, e "tranqüilo"!

Copiar e colar parece ser a maneira mais fácil e rápida para realizar um bom trabalho, pode parecer mentira, mas, algumas pessoas tiram xerox ou imprimem as páginas que acham convenientes e entregam aos professores sem nem ao menos lê-las.

Mas será que fora o risco de tirar nota baixa ou levar um sermão de um professor mais atento, não existe nenhum outro risco?

Este assunto na realidade é bem mais sério do que parece, pois segundo a Lei que assegura os direitos autorais, de nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, existem dois tipos de propriedade: Moral e Patrimonial.


Copyright é a única lei para isso?

Existem outros tipos de licença para uma obra, e uma que vem trazendo novidades é a Copyleft - http://www.gnu.org/copyleft/copyleft.pt.html



Utilizando o Audacity

Antes de qualquer coisa precisamos obter o programa, se o seu sistema for Windows, acesse o site http://audacity.sourceforge.net e baixe o instalador e o arquivo Lame, este arquivo serve para transformar suas produções em MP3. O Audacity não transforma os arquivos em MP3 sem o Lame, pois a extensão MP3 é um formato licenciado, ou seja, para produzir um software ou um aparelho que utilize a tecnologia MP3, deve-se pagar royalts para a empresa detentora dos direitos; por isso dentro da comunidade de Software Livre o formato defendido para arquivos de som é o OGG que encontra-se licenciado dentro da lei GNU, porém muitos aparelhos ainda não possuem suporte para esta tecnologia.

Fazer rádio amplia os horizontes de jovens protagonistas em São Paulo


A escola é um cenário em ebulição. Em pleno sábado de sol, membros da comunidade, alunos e professores de sete escolas da região de Pirituba ocupam as salas e o pátio da EMEF Monteiro Lobato para assistir palestras sobre multiculturalismo, trocar idéias e produzir um programa de rádio com o tema "A Rádio que Queremos". Trata-se do último dia de aula da sexta fase do projeto Educom.rádio, encerrada no dia 19 de junho, quando 123 escolas e quase 3 mil participantes se reuniram em diferentes escolas da cidade, denominadas pólos, para o encerramento das atividades do semestre.
O Educom.rádio, parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE-ECA) da USPcompreende sete fases, uma por semestre, que vão incorporando novas escolas às instituições que já participam. Ao final do projeto, previsto para o segundo semestre de 2004, espera-se atingir 455 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF) e cerca de 11.245 participantes. Quando a Secretaria abre vagas para o projeto, cada escola tem o direito de inscrever 25 cursistas: 10 professores, 10 estudantes e cinco membros da comunidade.
Durante o semestre, todos os sábados, os participantes incorporam ao cotidiano escolar os conceitos de educomunicação: assistem a palestras sobre temas variados, participam de workshops e realizam oficinas de produção radiofônica. O objetivo é melhorar a comunicação no ambiente escolar e ampliar a possibilidade de expressão de alunos e professores, contribuindo para o resgate da cidadania. Ao final do curso, as escolas participantes recebem da prefeitura os equipamentos para a montagem de uma rádio para veiculação de conteúdos dentro dos limites da escola. Os alunos e professores participantes do Educom.rádio agem então como multiplicadores da metodologia em sua escola.
O projeto já está modificando a visão do mundo e as relações pessoais - e para melhor. Nessa arena de saberes, professores e alunos produzem rádio a partir do conhecimento de cada um - quebra-se a hierarquia monolítica do professor sabe-tudo, entra em cena um interessante intercâmbio de valores e experiências de vida. A visão crítica da mídia em geral passa a fazer parte do cotidiano. Segundo a coordenadora Márcia Perigolo, do NCE, o Educom.rádio vem gerando grande impacto nas comunidades escolares onde atua. "Um exemplo é a forma como o projeto modificou a relação de alguns alunos com esta escola, a Monteiro Lobato. Havia um grupo de alunos que são grafiteiros e não tinham nenhum espaço para mostrar seu trabalho. Agora, eles conseguiram se aproximar da direção e ganharam um muro para fazer os grafites, ou seja, eles aprenderam a se apropriar dos espaços. O projeto aumentou a liberdade para a troca do conhecimento. As fronteiras da escola são ampliadas na dimensão das relações, que antes eram muito cristalizadas".
As histórias contadas pelos jovens produtores de rádio do Educom revelam que as políticas públicas focalizadas na produção de mídia e leitura crítica dos meios de comunicação não devem ser subestimadas em sua capacidade de operar transformações significativas - na escola e em casa. Acaba também interferindo em uma realidade muitas vezes árida e sem perspectivas, e desdobrando novos horizontes para os estudantes. Nascidos e criados em comunidades carentes, quatro adolescentes protagonistas do Educom.Rádio da região de Pirituba falam sobre as boas coisas da vida nas ondas do rádio.
Vanderson Ferreira da Silva, 14 anos - Colégio Imperatriz Leopoldina)"O rádio mudou meus interesses. Não me interessava tanto pela mídia, não lia os jornais. Hoje em dia, quando ouço um programa de rádio, vejo TV ou jornal, eu faço perguntas críticas, e antes eu nem pensava nisso. Presto mais atenção, e tenho outro modo de ouvir e de ver. COm o Educom.Rádio, eu aprendi a conversar mais com o professor, porque às vezes eu tenho que fazer o programa com ele. Eu fico meio encabulado, porque às vezes escrevo ou falo alguma coisa errado. Por causa do projeto, o professor e o aluno também ficam mais próximos, trocam experiências. Acho que é o único modo de ensinar um pouquinho também, em vez de estar sempre aprendendo com o professor. São os dois aprendendo juntos".
Lucas Gonçalves Marques, 14 anos, Colégio Imperatriz Leopoldina (amigo inseparável de Vanderson)"Fazer rádio mudou muita coisa na minha vida. A comunicação dentro de casa, na escola, com os amigos, me fez ampliar os meus conhecimentos, não só na parte da comunicação, mas também sobre educação. Antes para eu me comunicar com os outros alunos, como no projeto de xadrez que coordeno na minha escola, era mais complicado. Mas agora é mais fácil, porque eu aprendi a me comunicar melhor. Eu descobri que através da comunicação, a gente vai muito longe. O Educom.rádio me ensinou também sobre cidadania. Por exemplo, em nossa escola há muitos problemas de indisciplina e de vandalismo, e a gente está vendo como o Educom pode ajudar a lidar com estes problemas, pois os alunos se envolvem mais com a escola.
Os programas de rádio que nós já fizemos falaram sobre políticas públicas, protagonismo juvenil, sobre a rádio que queremos, entrevistamos professores e o pessoal da escola. Antes de fazer eu não sabia o que era tudo isso. Por exemplo, antes da palestra sobre protagonismo juvenil, nós não fazíamos idéia do que isso significava. Mas quando a palestrante nos explicou, eu percebi que eu mesmo era um protagonista juvenil. Por que eu estava produzindo mídia, e além disso tinha tido a inciativa de dar continuidade para o projeto de xadrez.
Antes de fazer rádio, e assistia TV de vez em quando, mas não prestava muita atenção. Por exemplo, quando acaba aquela novela que passa às 19h, eu já penso que o jornal vai começar. Agora é hora de silêncio, de prestar atenção ao que está acontecendo no mundo, no meu país, ás vezes até no meu bairro mesmo. Antes, na comunidade onde eu moro, eu conversava mais com os meus parentes, que são inclusive meus vizinhos. Agora eu converso com pessoas que antes eu só conhecia de vista, troco idéias. Acho que essa é uma maneira de rever o jeito de se comunicar.
A rádio dos meus sonhos é uma que não toque só música, mas que também faça vários programas sobre todos estes temas que nós aprendemos no Educom.Políticas públicas é um tema muito interessante. Nós fizemos um boletim tipo plantão de reportagem, que foi filmado. Eu anunciava a notícia e depois aparecia o povo protestando por falta de água, emprego e tudo o que afetava aquela cidade fictícia. Por isso, políticas públicas é o tema que acho mais importante."

Sara Santos Araújo, 15 anos - Escola Aldo ribeiro Luz
"Entrei por acaso no Educom.rádio, porque não tinha nada para fazer no sábado. Comecei a assistir as palestras e a gostar. Posso dizer que mudou totalmente a minha vida. Eu tenho 12 irmãos e sempre trabalhei em casa para ajudar o meu pai e a minha mãe, e eu nunca tinha recebido um abraço de um irmão. E eu comecei a vir para o curso, e a levar para casa as matérias e reportagens que eu tinha feito. A minha mãe e os meus irmãos começaram a ouvir, e a convivência deles comigo começou a mudar. Eles começaram a perguntar o que era rádio, o que eu fazia no Educom. E começaram a puxar conversa comigo, a me abraçar mais, e isso não acontecia antes.
O ambiente na minha escola mudou também. Agora tem mais união, a gente tem mais comunicação, respeito ao próximo. Antes o professor até sabia se comunicar com a gente, mas com o Educom a nossa convivência mudou. Estou na luta para que a nossa escola seja uma escola cidadã. Uma escola que respeita o outro, que tenha igualdade, que faça as pessoas se envolverem com os problemas dos outros.
Acho que o Educom.Rádio me ajudou a participar mais da comunidade. Hoje eu sou delegada do Orçamento Participativo Criança e organizadora do grêmio estudantil. Também estou lutando para que minha escola trabalhe mais com a mídia. Na escola muitas pessoas me perguntavam o que é rádio, e o que a gente fazia no Educom. Daí eu explicava que a gente aprendia a se comunicar. Como eu sempre tinha que entrevistar as pessoas, eu fui me desenvolvendo aos poucos e acabando com a timidez. Agora posso dizer que já sei fazer entrevistas. Uma vez, fui ao Instituto Paulo Freire e entrevistei a escritora Angela Antunes. O meu pai ouviu a entrevista que eu fiz com ela e me falou que eu tinha um dom que estava guardado".
Bruno Roberto Diego dos Santos, 14 anos
"Eu já fazia rádio antes de fazer o curso do Educom, na minha escola. Eu era bagunceiro, não fazia lição, e não me interessava por muita coisa na escola. Depois que eu entrei para o Educom eu passei a fazer as lições de casa, me interesso muito mais, e passo praticamente o dia inteiro na escola. A minha mãe estranhou o quanto de tempo eu fico na escola, mas eu disse a ela que é muito melhor ficar na escola que na rua.
Nós "bolamos" a programação do rádio, e cada dia tem um tema diferente. Os programas passam na hora do recreio. Na segunda-feira o programa é jornalístico, passamos as notícias. Fazemos a reunião de pauta, o roteiro, cada um tem uma função. Definimos quem vai ser o locutor, quem vai mexer no equipamento, e quem é o responsável pela reportagem. Eu faço de tudo. Já teve um dia em que eu fiquei a noite inteira preparando tudo,e no dia seguinte ninguém apareceu, então eu tive que fazer tudo sozinho. A gente faz programas que falam da escola e no bairro. Por exemplo teve um dia em que morreu um pedestre por causa da falta de sinalização. Ou então a gente fala sobre os problemas da falta de água no bairro.
Os professores entendem mais o meu lado, eles sabem que eu sou ativo no projeto. Agora eu leio muito mais. Desde o ano passado eu li quatro livros, e antes eu não lia nada. A coordenadora do ano passado me incentivou muito no Educom e eu passei a participar muito mais. Agora eu comecei a me adaptar mais à leitura, procuro na Internet as coisas que mais me interessam. Eu percebo a mídia diferente de antes, quando ouvia rádio só por causa das músicas. Hoje eu ouço os noticiários, e presto atenção nas vinhetas, como eles fazem os programas, e tiro idéias para usar no programa de rádio."

Fonte: http://www.midiativa.org.br/index.php/educadores/content/view/full/973/

Algumas dicas

No Link abaixo você terá algumas dicas de como realizar uma rádio na escola.

http://www.radiolivre.org/node/831

Rádio-Escola no Sertão

Adolescentes do assentamento de Boa Água, no Ceará¡, inauguram Rádio-Escola pelo Ponto de Cultura Dois Dedos de Prosa

Após três meses de troca de idéias, sons e informações sobre Rádio, 24 adolescentes do Ponto de Cultura Dois Dedos de Prosa - o rádio no resgate da cultura oral do povo do semi-árido inauguraram neste último sábado, 4 de novembro, uma Rádio-Escola no assentamento de Boa Água, em Banabuiú, a 233 Km de Fortaleza. Desde o mês de outubro, os jovens participaram de seis oficinas na comunidade, onde produziram reportagens de rádio. Agora, eles preparam-se para ingressar em nova etapa de formação, desta vez, em produção cultural.
No lançamento, os adolescentes apresentaram a produção do primeiro programa radiofônico produzido por eles, que fez parte ainda de feira cultural organizada pelos jovens e pela comunidade. A Feira contou com barracas de artesanato, apresentação da banda infantil de latas Amor Doce e do grupo de danças Boartes. Em 2007, o projeto pretende continuar o processo de formação com os adolescentes em oficinas de inclusão digital, captação e edição de som e design gráfico.
O objetivo é que a comunidade de Boa Água possa promover e integrar as manifestações culturais de 18 assentamentos da reforma agrária de quatro municípios do Sertão Central (Quixadá, Quixeramobim, Choró e Banabuiú). Os participantes do projeto realizarão mapeamentos e registros sonoros das atividades culturais com forte tradição oral do semi-Árido, como repentistas e aboios de vaqueiros. Além disso, a produção de programas educativos de rádio possibilitará a troca de informações sobre as mais diversas tradições do semi-Árido nordestino.
O Ponto de Cultura Dois Dedos de Prosa - o rádio no resgate da cultura oral do povo do semi-Árido é coordenado pela Catavento Comunicação e Educação Ambiental, organização-governamental que nasceu há 10 anos nos estádios de uma rádio universitária que produzia programas sobre ecologia. A entidade se tornou integrante do Programa Cultura Viva com o projeto em 2005. A ONG trabalha com crianças e jovens do semi-Árido brasileiro nas Áreas de comunicação e de educação. Mais informações pelo telefone (85) 3252-6990.


Fonte: ONG Catavento Comunicação e Educação

http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/cultura_viva/noticias/index.php?p=20494&more=1&c=1&pb=1

Sala de aula

Radio e escola, uma sintonia fina

Em São Paulo ou num vilarejo ribeirinho do Pará, programas comunitários mostram a importância da comunicação para a aprendizagem.

Pedro Martinelli

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O proprietário de um mercadinho recém-inaugurado na Cidade Líder, na zona leste da cidade de São Paulo, resolveu cobrar apenas 8 centavos pelo pãozinho. A estratégia deu certo e o comerciante ganhou a freguesia. O que ele nunca soube é que a notícia do pão barato havia sido veiculada na Rádio Negro, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sebastião Francisco, o Negro, localizada no mesmo bairro (foto acima). Ouvida pelas crianças no circuito interno instalado em cada sala de aula, a notícia chegou às mães e estas foram conhecer o novo mercado. O trabalho, evidentemente, tem trazido ganhos pedagógicos. Os alunos estão aprimorando a escrita e aprendendo a observar a mídia com outros olhos, tanto no sentido de ampliar o senso crítico como de buscar exemplos de ação a serem seguidos.

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0165/aberto/mt_189459.shtml

A voz dos alunos

Escolas investem no rádio como recurso pedagógico

A Escola Municipal Luiz Gonzaga Jr., localizada na periferia de Belo Horizonte (MG), inaugurou recentemente sua própria emissora de rádio, cujos programas são criados, produzidos e apresentados pelos estudantes. O projeto da rádio-escola começou em 1999, em uma parceria com o Carretel de Invenções. Alguns professores passaram por um curso de capacitação e começaram a usar os programas em sala de aula, didaticamente. Posteriormente, um grupo de 14 alunos e 5 pais voluntários também fizeram a capacitação com os produtores do Carretel para aprender a manusear os equipamentos e colocar um programa de rádio no ar.

No ano passado o projeto ficou parado por falta de verba e, em 2001, foi retomado. Com o dinheiro de um prêmio que recebeu, a escola comprou equipamentos (caixas de som, mesa de som, gravadores e microfones) que permitissem aos estudantes compor a rádio-escola. "Nossa intenção é transmitir dois programas semanais de 15 minutos, que irão ao ar nos três turnos em que a escola funciona. Mais para frente pretendemos fazer programas ao vivo", arrisca a diretora Tânia Edvânia Pinto da Silva. Por enquanto, a rádio-escola, cujo alcance está limitado aos 1500 alunos do colégio, funciona em caráter experimental e os estudantes que produzem esses programas iniciais serão agentes capacitadores de novas turmas.

No mês passado, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, em parceria com o Núcleo de Comunicação e Educação, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, lançou o Programa Educom - Educomunicadores pelas Ondas do Rádio. Até 2004, o projeto pretende formar 9,1 mil educadores nas 450 escolas (442 de ensino fundamental e 8 de ensino médio) da rede municipal. O objetivo é tornar os estudantes protagonistas de ações educativas. "Para isso, cada escola estará recebendo os equipamentos necessários para produção de programas de rádio. As transmissões serão restritas ao prédio. O estúdio é compacto e móvel, podendo ser facilmente levado para as salas de aula", explica Dirce Gomes, coordenadora do projeto.

Radialistas profissionais também participarão de oficinas para levar até os professores e alunos suas experiências na área. "Escolhemos o rádio porque é um veículo que trabalha a oralidade dos estudantes, permite criar coletivamente e, além disso, é um mecanismo acessível à nossa realidade. Mais para frente vamos acoplar a informática, com o uso da internet", planeja Dirce.

Fonte:http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao/outubro01/capa.htm#1

A lei das educativas

Em 15 de abril de 1999, os Ministros Paulo Renato Souza (Educação) e Pimenta da Veiga (Comunicações) assinaram a Portaria Interministerial nº 651, que define os critérios para outorgas de concessões, permissões e autorizações para execução dos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens com finalidade exclusivamente educativa. Abaixo, os três primeiros artigos da portaria:

Art. 1º - Por programas educativo-culturais entendem-se aqueles que, além de atuarem conjuntamente com os sistemas de ensino de qualquer nível ou modalidade, visem à educação básica e superior, à educação permanente e formação para o trabalho, além de abranger as atividades de divulgação educacional, cultural, pedagógica e de orientação profissional, sempre de acordo com os objetivos nacionais.

Art. 2º - Os programas de caráter recreativo, informativo ou de divulgação desportiva poderão ser considerados educativo-culturais, se neles estiverem presentes elementos instrutivos ou enfoques educativo-culturais identificados em sua apresentação.
Art. 3º - A radiodifusão educativa destina-se exclusivamente à divulgação de programação de caráter-educativo cultural e não tem finalidades lucrativas.

Fonte: Serviços de Radiodifusão com Fins Exclusivamente Educativos - Manual (Ministério das Comunicações), de junho de 2001.

Recurso de Comunicação

A rádio é um importante recurso de comunicação, acessível às diversas pessoas, de todas as classes sociais, etnias, religiões e níveis intelectuais. Sendo um veículo democrático, assume desta maneira, um importante papel social, onde a linguagem radiofônica torna-se acessível a todos. A escola também tem esse papel social, porém nota-se uma deficiência no processo de comunicação entre os alunos e o professor, dificultando sobremaneira a concretização do ensino-aprendizagem no contexto escolar.

Programação de rádio

A rádio pode promover e integrar as diferentes manifestações culturais, resgatar a cultura oral de uma região ou de um povo, bem como a linguagem padrão. Ela é veiculada através de um sistema de som conectado a caixas acústicas espalhadas pelo pátio da escola. Os programas podem também ser gravados e transformados em cd (mp3) ou apenas gravados em um computador disponível para ser utilizado e usados na programação diária.

A programação pode conter debates sobre temas que podem ser tratados em programas radiofônicos, como saúde, meio ambiente, sexualidade, concursos e reportagens, animais em extinção, horóscopo, músicas pedidas (costumeiramente dedicadas a alguém muito especial), etc.

Pedagogia da Autoria

É necessário que dentro do processo educacional, o aluno não se limite ao mero manuseio de equipamentos ou mesmo à reprodução de informações repassadas pelo professor. Dentro deste contexto, devemos levá-lo à criar, a ser autor e co-autor. Para que isso realmente se efetive, devemos pensar em uma pedagogia que "incentive a autoria, promova a integração das várias linguagens, o respeito à pluralidade e à construção coletiva, reconhecendo como sujeitos ativos e não passivos os agentes do processo educacional - alunos, professores e gestores" (NEVES, 2005).

Assim sendo, nós professores, devemos incentivar nossos alunos e levá-los à uma prática de construção de conhecimento e a programação da Rádio na escola é um excelente recurso para que isso realmente aconteça, pois o desenvolvimento da criatividade, da autonomia, assim como o exercício da cidadania, da solidariedade e das diversas competências de nossos educandos, entre elas a capacidade de comunicação, de convivência com as diferenças, de interação, de cooperação e respeito mútuo fazem parte do perfil do aluno que almejamos formar.

Um abraço!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mídias de ontem e de hoje despertam a turma

Depois de apresentar as antigas radionovelas e fotonovelas à garotada, Carlos explorou linguagens contemporâneas e mostrou a importância de analisar o mundo do entretenimento de forma crítica.

Passo-a-passo e metodologia

1. A radiolovela vai ao ar

No primeiro semestre de 2004, os alunos trabalharam com o rádio. Carlos apresentou a eles um roteiro detalhado de cada etapa do projeto e mostrou as quatro funções básicas em radionovela: dirigir, atuar, escrever e sonorizar. Cada um escolheu a que gostaria de desempenhar. Todos os grupos deveriam ter pessoas exercendo as quatro atividades. Os estudantes leram textos sobre o rádio no Brasil e no mundo e sobre o apogeu de seus programas. Depois, entrevistaram pais e avós para avaliar o impacto do rádio na vida das pessoas. Para aprender as características da linguagem radiofônica, a turma ouviu trechos de novelas, como O Direito de Nascer; de humorísticos, como Balança Mas Não Cai; e de spots publicitários. Os alunos, então, leram o roteiro de uma radionovela e assistiram a um vídeo que mostra a interpretação dos atores. Por fim, cada um preparou para a aula seguinte o próprio roteiro (tarefa que envolveu o professor de Língua Portuguesa). Além de bolar a história, a turma também se encarregou de criar o nome da emissora e anúncios fictícios.

Com o roteiro pronto, os alunos cuidaram da sonoplastia: trouxeram instrumentos musicais, baixaram músicas e sons da internet e captaram ruídos com um gravador. Depois, registraram em áudio os ensaios, para se familiarizar com os aparelhos sonoros e para poder ouvir os programas e corrigir as falhas. Todo o trabalho foi desenvolvido em parceria com a professora de Artes Cênicas, Sandra Arouca. Na hora de realizar a gravação final, todos capricharam na entonação da voz e abusaram dos recursos disponíveis.

2. Luz, câmera e... foto!

No segundo semestre, o tema foi a fotonovela. Os alunos leram sobre o gênero e compararam revistas da década de 1970 com as histórias em quadrinhos atuais e da época. Assim, aprenderam os conceitos de diagramação, plano e enquadramento. Carlos então explicou o que é um storyboard (seqüência ilustrada que mostra as cenas de um filme ou de uma peça publicitária). Para que os estudantes entendessem os recursos visuais, ele pediu que transformassem o roteiro de uma história em quadrinhos em desenhos e vice-versa.

Em seguida, Carlos exibiu o filme alemão O Gabinete do Dr. Caligari, de 1919. A turma comparou a dramatização e a cenografia com a produção de pintores expressionistas. Depois, ele forneceu aos estudantes fotocópias com a figura do vampiro Nosferatu (personagem-título do filme expressionista alemão de F.W. Murnau). Eles recortaram as cópias, colaram-nas no papel e criaram para o personagem um cenário expressionista. Os grupos partiram então para a elaboração dos próprios roteiros e storyboards. Terminada essa etapa, a garotada começou a caracterização dos personagens. Eram velhinhas, gângsteres, casais de noivos e mortos-vivos pelos corredores, enquanto as câmeras digitais registravam as cenas interpretadas e posadas com todo cuidado - mais uma vez a professora de Artes Cênicas entrava em ação.

Na etapa final, os jovens imprimiram as fotos, recortaram as imagens e, depois de colar tudo no papel, criaram os cenários. Para isso, usaram materiais como tinta, giz, lápis de cor e revistas para colagem. Na sala de informática, eles digitaram e imprimiram as falas dos personagens para serem coladas nos balões. A turma gravou em CD as radionovelas e as fotonovelas e, no ano seguinte, participou da festa de lançamento dos materiais. Na ocasião, todos os alunos receberam um CD com a produção dos colegas.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0190/aberto/mt_121378.shtml

Software freeware Audacity e lame

Partimos então para o uso da rádio na escola, que abre caminho para se criar uma programação criativa envolvendo toda a comunidade escolar. A criação desse canal favorece a aprendizagem. Para esse fim utilizamos o software freeware Audacity e o conversor lame. Sendo assim, a presente monografia vem ampliar a possibilidade de uma melhoria na qualidade da comunicação entre toda a comunidade escolar, fazendo com que o aluno venha a sentir mais confiança em si mesmo, aflorando dessa maneira sua criatividade e integração em trabalhos de equipe e assim auxiliar o processo pela busca constante na construção do seu conhecimento.


TICs

Programação de rádio como estratégia de comunicação

A concepção educacional norteadora da incorporação das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) na escola é que fundamenta essa monografia, enfatizando a compreensão e a reconstrução do conhecimento para a busca de alternativas às problemáticas contextuais e a transformação da realidade, de modo que se propicie a aprendizagem mobilizadora das dimensões cognitiva, social e afetiva dos alunos. Em resposta a essas problemáticas contextuais, pesquisamos as novas demandas sociais e profissionais que tendem a buscar por cidadãos criativos, com grande poder de comunicação, que têm facilidade de integração em trabalhos de equipe; aí entra a escola, que tem um papel fundamental no desenvolvimento dessas potencialidades. A utilização de estratégias de comunicação amplia as possibilidades de concretização de apropriação do conhecimento. Estratégias como o uso adequado da voz, utilização de recursos de áudio para facilitar a transmissão de conhecimentos, adaptação de processos educativos com o uso da rádio, criação de laboratório de comunicação, onde o aluno tem a oportunidade de mostrar seu talento, com criatividade, são alguns exemplos de apropriação de conhecimento. Partimos então para o uso da rádio na escola, que abre caminho para se criar uma programação criativa envolvendo toda a comunidade escolar. A criação desse canal favorece a aprendizagem.

Pierre Lévy

Programação de rádio como estratégia de comunicação

"Ninguém sabe tudo, todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade. Não existe nenhum repositório de conhecimentos transcendente e o saber não é nada do que as pessoas sabem... Os novos sistemas de comunicação deveriam oferecer aos membros de uma comunidade os meios de coordenar suas interações...Pierre Lévy


Ambientes Interativos

Este espaço está reservado para o desenvolvimento e discussão da monografia.

Nele estaremos comentando sobre os textos da resenha e da literatura utilizada

na monografia.

Também estaremos disponibilizando links para sites que abordam o nosso tema

da monografia: "Programação de rádio como estratégia de comunicação".

Apresentação

Olá pessoal...

Somos a Equipe 007.

Eis os seus componentes:

Jony, Lucélia Maria, Meriene e Rosemeri.

Aguardamos sua visita e contribuições.

Sejam bem-vindos!