sexta-feira, 8 de maio de 2009
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Alguns questionamentos que podem ser realizados com seus alunos:
1 – Quais os tipos de textos, vídeos, músicas e sons podemos utilizar na produção de nossos trabalhos?
2 – Como podemos conseguir autorização para executar uma música comercial?
3 – Atualmente nosso Ministro da Cultura, Gilberto Gil, licenciou uma música sua entitulada Oslodum sob a lei Creative Commons. Confira no site: http://creativecommons.org/wired/ Você pode saber mais sobre esta lei no site http://creativecommons.org/licenses/GPL/2.0/ O que você acha desse tipo de licença para músicas?
4 – Recentemente na novela Celebridades o personagem Ubaldo Quintela (Gracindo Júnior) após 30 anos processou Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) por ter se apropriado da música "Musa de Verão" de sua autoria. Pesquise na Internet sobre casos reais e famosos de processos envolvendo direitos autorais.
Direitos Autorais
Quando um professor pede uma pesquisa ou trabalho aos seus alunos , estes em "alguns casos", pensam:
- É só copiar conteúdo de algum livro, revista ou site, e "tranqüilo"!
Copiar e colar parece ser a maneira mais fácil e rápida para realizar um bom trabalho, pode parecer mentira, mas, algumas pessoas tiram xerox ou imprimem as páginas que acham convenientes e entregam aos professores sem nem ao menos lê-las.
Mas será que fora o risco de tirar nota baixa ou levar um sermão de um professor mais atento, não existe nenhum outro risco?
Este assunto na realidade é bem mais sério do que parece, pois segundo a Lei que assegura os direitos autorais, de nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, existem dois tipos de propriedade: Moral e Patrimonial.
Existem outros tipos de licença para uma obra, e uma que vem trazendo novidades é a Copyleft - http://www.gnu.org/copyleft/copyleft.pt.html
Utilizando o Audacity
Antes de qualquer coisa precisamos obter o programa, se o seu sistema for Windows, acesse o site http://audacity.sourceforge.net e baixe o instalador e o arquivo Lame, este arquivo serve para transformar suas produções em MP3. O Audacity não transforma os arquivos em MP3 sem o Lame, pois a extensão MP3 é um formato licenciado, ou seja, para produzir um software ou um aparelho que utilize a tecnologia MP3, deve-se pagar royalts para a empresa detentora dos direitos; por isso dentro da comunidade de Software Livre o formato defendido para arquivos de som é o OGG que encontra-se licenciado dentro da lei GNU, porém muitos aparelhos ainda não possuem suporte para esta tecnologia.
Fazer rádio amplia os horizontes de jovens protagonistas em São Paulo
O Educom.rádio, parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE-ECA) da USPcompreende sete fases, uma por semestre, que vão incorporando novas escolas às instituições que já participam. Ao final do projeto, previsto para o segundo semestre de 2004, espera-se atingir 455 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF) e cerca de 11.245 participantes. Quando a Secretaria abre vagas para o projeto, cada escola tem o direito de inscrever 25 cursistas: 10 professores, 10 estudantes e cinco membros da comunidade.
Durante o semestre, todos os sábados, os participantes incorporam ao cotidiano escolar os conceitos de educomunicação: assistem a palestras sobre temas variados, participam de workshops e realizam oficinas de produção radiofônica. O objetivo é melhorar a comunicação no ambiente escolar e ampliar a possibilidade de expressão de alunos e professores, contribuindo para o resgate da cidadania. Ao final do curso, as escolas participantes recebem da prefeitura os equipamentos para a montagem de uma rádio para veiculação de conteúdos dentro dos limites da escola. Os alunos e professores participantes do Educom.rádio agem então como multiplicadores da metodologia em sua escola.
O projeto já está modificando a visão do mundo e as relações pessoais - e para melhor. Nessa arena de saberes, professores e alunos produzem rádio a partir do conhecimento de cada um - quebra-se a hierarquia monolítica do professor sabe-tudo, entra em cena um interessante intercâmbio de valores e experiências de vida. A visão crítica da mídia em geral passa a fazer parte do cotidiano. Segundo a coordenadora Márcia Perigolo, do NCE, o Educom.rádio vem gerando grande impacto nas comunidades escolares onde atua. "Um exemplo é a forma como o projeto modificou a relação de alguns alunos com esta escola, a Monteiro Lobato. Havia um grupo de alunos que são grafiteiros e não tinham nenhum espaço para mostrar seu trabalho. Agora, eles conseguiram se aproximar da direção e ganharam um muro para fazer os grafites, ou seja, eles aprenderam a se apropriar dos espaços. O projeto aumentou a liberdade para a troca do conhecimento. As fronteiras da escola são ampliadas na dimensão das relações, que antes eram muito cristalizadas".
As histórias contadas pelos jovens produtores de rádio do Educom revelam que as políticas públicas focalizadas na produção de mídia e leitura crítica dos meios de comunicação não devem ser subestimadas em sua capacidade de operar transformações significativas - na escola e em casa. Acaba também interferindo em uma realidade muitas vezes árida e sem perspectivas, e desdobrando novos horizontes para os estudantes. Nascidos e criados em comunidades carentes, quatro adolescentes protagonistas do Educom.Rádio da região de Pirituba falam sobre as boas coisas da vida nas ondas do rádio.
Vanderson Ferreira da Silva, 14 anos - Colégio Imperatriz Leopoldina)"O rádio mudou meus interesses. Não me interessava tanto pela mídia, não lia os jornais. Hoje em dia, quando ouço um programa de rádio, vejo TV ou jornal, eu faço perguntas críticas, e antes eu nem pensava nisso. Presto mais atenção, e tenho outro modo de ouvir e de ver. COm o Educom.Rádio, eu aprendi a conversar mais com o professor, porque às vezes eu tenho que fazer o programa com ele. Eu fico meio encabulado, porque às vezes escrevo ou falo alguma coisa errado. Por causa do projeto, o professor e o aluno também ficam mais próximos, trocam experiências. Acho que é o único modo de ensinar um pouquinho também, em vez de estar sempre aprendendo com o professor. São os dois aprendendo juntos".
Lucas Gonçalves Marques, 14 anos, Colégio Imperatriz Leopoldina (amigo inseparável de Vanderson)"Fazer rádio mudou muita coisa na minha vida. A comunicação dentro de casa, na escola, com os amigos, me fez ampliar os meus conhecimentos, não só na parte da comunicação, mas também sobre educação. Antes para eu me comunicar com os outros alunos, como no projeto de xadrez que coordeno na minha escola, era mais complicado. Mas agora é mais fácil, porque eu aprendi a me comunicar melhor. Eu descobri que através da comunicação, a gente vai muito longe. O Educom.rádio me ensinou também sobre cidadania. Por exemplo, em nossa escola há muitos problemas de indisciplina e de vandalismo, e a gente está vendo como o Educom pode ajudar a lidar com estes problemas, pois os alunos se envolvem mais com a escola.
Os programas de rádio que nós já fizemos falaram sobre políticas públicas, protagonismo juvenil, sobre a rádio que queremos, entrevistamos professores e o pessoal da escola. Antes de fazer eu não sabia o que era tudo isso. Por exemplo, antes da palestra sobre protagonismo juvenil, nós não fazíamos idéia do que isso significava. Mas quando a palestrante nos explicou, eu percebi que eu mesmo era um protagonista juvenil. Por que eu estava produzindo mídia, e além disso tinha tido a inciativa de dar continuidade para o projeto de xadrez.
Antes de fazer rádio, e assistia TV de vez em quando, mas não prestava muita atenção. Por exemplo, quando acaba aquela novela que passa às 19h, eu já penso que o jornal vai começar. Agora é hora de silêncio, de prestar atenção ao que está acontecendo no mundo, no meu país, ás vezes até no meu bairro mesmo. Antes, na comunidade onde eu moro, eu conversava mais com os meus parentes, que são inclusive meus vizinhos. Agora eu converso com pessoas que antes eu só conhecia de vista, troco idéias. Acho que essa é uma maneira de rever o jeito de se comunicar.
A rádio dos meus sonhos é uma que não toque só música, mas que também faça vários programas sobre todos estes temas que nós aprendemos no Educom.Políticas públicas é um tema muito interessante. Nós fizemos um boletim tipo plantão de reportagem, que foi filmado. Eu anunciava a notícia e depois aparecia o povo protestando por falta de água, emprego e tudo o que afetava aquela cidade fictícia. Por isso, políticas públicas é o tema que acho mais importante."
Sara Santos Araújo, 15 anos - Escola Aldo ribeiro Luz
"Entrei por acaso no Educom.rádio, porque não tinha nada para fazer no sábado. Comecei a assistir as palestras e a gostar. Posso dizer que mudou totalmente a minha vida. Eu tenho 12 irmãos e sempre trabalhei em casa para ajudar o meu pai e a minha mãe, e eu nunca tinha recebido um abraço de um irmão. E eu comecei a vir para o curso, e a levar para casa as matérias e reportagens que eu tinha feito. A minha mãe e os meus irmãos começaram a ouvir, e a convivência deles comigo começou a mudar. Eles começaram a perguntar o que era rádio, o que eu fazia no Educom. E começaram a puxar conversa comigo, a me abraçar mais, e isso não acontecia antes.
O ambiente na minha escola mudou também. Agora tem mais união, a gente tem mais comunicação, respeito ao próximo. Antes o professor até sabia se comunicar com a gente, mas com o Educom a nossa convivência mudou. Estou na luta para que a nossa escola seja uma escola cidadã. Uma escola que respeita o outro, que tenha igualdade, que faça as pessoas se envolverem com os problemas dos outros.
Acho que o Educom.Rádio me ajudou a participar mais da comunidade. Hoje eu sou delegada do Orçamento Participativo Criança e organizadora do grêmio estudantil. Também estou lutando para que minha escola trabalhe mais com a mídia. Na escola muitas pessoas me perguntavam o que é rádio, e o que a gente fazia no Educom. Daí eu explicava que a gente aprendia a se comunicar. Como eu sempre tinha que entrevistar as pessoas, eu fui me desenvolvendo aos poucos e acabando com a timidez. Agora posso dizer que já sei fazer entrevistas. Uma vez, fui ao Instituto Paulo Freire e entrevistei a escritora Angela Antunes. O meu pai ouviu a entrevista que eu fiz com ela e me falou que eu tinha um dom que estava guardado".
Bruno Roberto Diego dos Santos, 14 anos
"Eu já fazia rádio antes de fazer o curso do Educom, na minha escola. Eu era bagunceiro, não fazia lição, e não me interessava por muita coisa na escola. Depois que eu entrei para o Educom eu passei a fazer as lições de casa, me interesso muito mais, e passo praticamente o dia inteiro na escola. A minha mãe estranhou o quanto de tempo eu fico na escola, mas eu disse a ela que é muito melhor ficar na escola que na rua.
Nós "bolamos" a programação do rádio, e cada dia tem um tema diferente. Os programas passam na hora do recreio. Na segunda-feira o programa é jornalístico, passamos as notícias. Fazemos a reunião de pauta, o roteiro, cada um tem uma função. Definimos quem vai ser o locutor, quem vai mexer no equipamento, e quem é o responsável pela reportagem. Eu faço de tudo. Já teve um dia em que eu fiquei a noite inteira preparando tudo,e no dia seguinte ninguém apareceu, então eu tive que fazer tudo sozinho. A gente faz programas que falam da escola e no bairro. Por exemplo teve um dia em que morreu um pedestre por causa da falta de sinalização. Ou então a gente fala sobre os problemas da falta de água no bairro.
Os professores entendem mais o meu lado, eles sabem que eu sou ativo no projeto. Agora eu leio muito mais. Desde o ano passado eu li quatro livros, e antes eu não lia nada. A coordenadora do ano passado me incentivou muito no Educom e eu passei a participar muito mais. Agora eu comecei a me adaptar mais à leitura, procuro na Internet as coisas que mais me interessam. Eu percebo a mídia diferente de antes, quando ouvia rádio só por causa das músicas. Hoje eu ouço os noticiários, e presto atenção nas vinhetas, como eles fazem os programas, e tiro idéias para usar no programa de rádio."
Fonte: http://www.midiativa.org.br/index.php/educadores/content/view/full/973/
Algumas dicas
http://www.radiolivre.org/node/831
Rádio-Escola no Sertão
Após três meses de troca de idéias, sons e informações sobre Rádio, 24 adolescentes do Ponto de Cultura Dois Dedos de Prosa - o rádio no resgate da cultura oral do povo do semi-árido inauguraram neste último sábado, 4 de novembro, uma Rádio-Escola no assentamento de Boa Água, em Banabuiú, a 233 Km de Fortaleza. Desde o mês de outubro, os jovens participaram de seis oficinas na comunidade, onde produziram reportagens de rádio. Agora, eles preparam-se para ingressar em nova etapa de formação, desta vez, em produção cultural.
No lançamento, os adolescentes apresentaram a produção do primeiro programa radiofônico produzido por eles, que fez parte ainda de feira cultural organizada pelos jovens e pela comunidade. A Feira contou com barracas de artesanato, apresentação da banda infantil de latas Amor Doce e do grupo de danças Boartes. Em 2007, o projeto pretende continuar o processo de formação com os adolescentes em oficinas de inclusão digital, captação e edição de som e design gráfico.
O objetivo é que a comunidade de Boa Água possa promover e integrar as manifestações culturais de 18 assentamentos da reforma agrária de quatro municípios do Sertão Central (Quixadá, Quixeramobim, Choró e Banabuiú). Os participantes do projeto realizarão mapeamentos e registros sonoros das atividades culturais com forte tradição oral do semi-Árido, como repentistas e aboios de vaqueiros. Além disso, a produção de programas educativos de rádio possibilitará a troca de informações sobre as mais diversas tradições do semi-Árido nordestino.
O Ponto de Cultura Dois Dedos de Prosa - o rádio no resgate da cultura oral do povo do semi-Árido é coordenado pela Catavento Comunicação e Educação Ambiental, organização-governamental que nasceu há 10 anos nos estádios de uma rádio universitária que produzia programas sobre ecologia. A entidade se tornou integrante do Programa Cultura Viva com o projeto em 2005. A ONG trabalha com crianças e jovens do semi-Árido brasileiro nas Áreas de comunicação e de educação. Mais informações pelo telefone (85) 3252-6990.
Fonte: ONG Catavento Comunicação e Educação
http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/cultura_viva/noticias/index.php?p=20494&more=1&c=1&pb=1